AS FEZES E O CÂNCER DE INTESTINO

foto privadaAnalisar as fezes pode prevenir câncer de intestino e revela o estado de sua saúde.

A nutricionista escocesa Gillian Mckeith elevou o vaso sanitário à estrela de um programa de TV chamado: “Você é o que você come”, transmitido no Brasil pela GNT e em mais 34 países. Com isso conseguiu chamar atenção para o câncer de intestino.

Gillian aparece na tevê mexendo no cocô alheio com um palito de sorvete e apesar de provocar ojeriza em muitos espectadores, o programa tornou-se um sucesso no Reino Unido e a apresentadora virou porta-voz da campanha “Don’t blush, look before you flush” (“Não se envergonhe, olhe antes de dar descarga”), que promove ações para prevenção do câncer de intestino.

Não por acaso, o assunto ganha mais espaço, pois esse é o segundo tipo de tumor maligno que mais acomete homens e mulheres nos centros urbanos do mundo.

Apesar do trabalho malcheiroso, ela mesma conta que chega a usar até três máscaras durante uma visita.

Gillian tornou-se uma celebridade, as pessoas fazem fila e mandam cartas para receber suas visitas em casa. Tanta fama gerou polêmica no “Guardian”, tradicional jornal inglês.

Ben Goldacre, médico que escreve semanalmente a coluna intitulada “Bad Science” (Má Ciência), travou dois rounds com a loira sobre os métodos pouco ortodoxos de Gillian ao tratar questões médicas.

A Revista teve uma instrutiva e divertida conversa com a nutricionista por telefone. Ao final, Gillian mandou um recado: “Se seu trânsito intestinal vai bem, antes de dar descarga, dê tchau ao seu cocô e um tapinha no bumbum para congratulá-lo. Isso, sim, é ter saúde!” Como diriam os ingleses: “cheers” (saúde).

Alguns lances da entrevista:

– Por que e quando você começou a trabalhar com nutrição?
Estava sofrendo com minha saúde e fui diagnosticada erroneamente inúmeras vezes. Na época, vivia com uma enxaqueca interminável e foi um guru espiritual que teve a habilidade de ver dentro do meu corpo. Sei que soa maluco, até eu mesma achei na época, mas ele me orientou a seguir o caminho da alimentação saudável. Foi essa iluminação que me fez perceber que queria me especializar no campo de saúde e nutrição.

– Por que analisar cocô?
Em minha clínica, tenho usado cocô como parte analítica de meus clientes por 15 anos. É parte vital no método de tratamento. Preciso ver o cocô para obter uma visão geral do que acontece no organismo deles.

– Por que é necessário olhar as fezes antes de dar descarga?
Para ver como está a cor, tamanho, formato, textura e cheiro. É uma análise que fala muito de sua digestão e do que se passa no seu organismo. Você deve olhar sem medo ou vergonha.

– O que podemos observar sobre a saúde, analisando o cocô?
O estado do fígado, a hidratação do corpo, o tipo de comida que se está comendo e a qualidade da digestão. Se a mastigação é apropriada, se faltam nutrientes em seu corpo, se há bactérias ruins ou deficiência em alguns tipos de gorduras vitais ao organismo. Vermes, parasitas, problemas no cólon. A lista é longa. Cocôs muito malcheirosos, que deixam marcas na privada, são problemáticos. Assim como em bolinhas, pálido, mole, fino ou despedaçado.

– O que se deve analisar no cocô?
Deve-se ver se há pedaços de alimentos, se vai bem com a descarga ou se bóia. Importante saber como a pessoa se limpa com o papel higiênico porque se passar mais de cinco vezes o papel é sinal de que precisa de mim. Olhar o cocô pode salvar a sua vida. Sangue nas fezes pode ser hemorróida ou algo mais sério.

Os participantes do programa que têm o cocô mais fedido são os que comem sempre “junk food” (comida que não é saudável). Geralmente, tenho que usar três máscaras e, ainda assim, o cheiro é horrível.

– Como deve ser o cocô perfeito?
Deve ter cor de castanha-da-índia. Preto ou amarelo não me deixa feliz. Deve ter o formato de salsicha. Um bonito, longo e grosso cocô. Não deve ser muito fino nem ter um cheiro forte, daqueles que fazem você sair correndo do banheiro. Não deve haver pedaços de comida ou ser muito quebrado.

– Qual o segredo para o intestino funcionar bem?
Os alimentos que ingere, quanto de água toma-se diariamente e exercícios. Uma boa sugestão é tomar um copo de água morna toda manhã, seguido por uma xícara de chá de urtiga e uma salada de frutas. Também ensino meus pacientes a abaixar lentamente (como se fosse ficar de cócoras), antes de se sentarem no vaso. Isso irá estimular os movimentos peristálticos do intestino para que o cocô saia confortavelmente. Outra idéia é arrumar um banquinho de 30 cm de altura. Coloque os pés no banco quando sentado na privada, isso estimula uma posição que proporciona evacuação completa. Se não tiver o banquinho, use pilhas de jornal.

– Como seus amigos e familiares reagiram quando começou a analisar cocô em rede nacional?
Minha mãe ficou horrorizada e me telefonava para dizer que eu estava acabando com os jantares dela. Uma das minhas filhas fica muito envergonhada quando vai à escola no dia seguinte ao programa, pois os amigos sempre dizem “sua mãe estava cheirando cocô de estranhos, ontem à noite!”, mas ela entende que é em prol de uma boa causa.

Este artigo nos chegou por e-mail como sendo escrito por Marianne Piemonte e Paulo Ribeiro, achamos importante porque mostra a grande utilidade de se fazer lavagens intestinais (colonterapia) veja: www.lojasaudeintegral.com.br

O texto foi adaptado ao editorial de Saúde Integral.

E você, já olhou seu cocô hoje?

Suzete é Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais. Autora do livro: Cuide de Seus Olhos

Contato: suzete@saudeintegral.com

Sites: www.saudeintegral.com, www.iridologiasp.com.br e www.metodobates.com.br