O APAGÃO E A SUA SAÚDE

escuridaoEcologistas vêm falando há décadas da necessidade do homem voltar-se para a natureza, sob pena de ficar sem seu habitat, seja por falta de água potável, terra fértil, raios solares benéficos ou por falta de ar puro. Mas poucos deram atenção, a maioria achou que era conversa de ecologista, idealista, sem pés no chão e não uma questão planetária. Imaginaram que o planeta era infinito e que destruí-lo não iria afetar o TODO. Outros ainda imaginaram que as conseqüências viriam para gerações muito distantes.
A “mãe Terra” está reagindo aos poucos, provocando inundações, secas, mudanças climáticas etc., mas, é bom lembrar que cada ser humano tem sua cota de responsabilidade, não vamos culpar o outro nem o governo, nem Deus.
Você destrói o planeta quando:
– Faz queimada, porque substâncias importantes da terra vão ser exterminadas, deixando o terreno cada vez menos fértil, propenso a pragas. É como se o sistema imunológico da terra ficasse fraco. Com o tempo o solo fica estéril, prejudicando a vegetação, o clima, o ar, a água, enfim, todo o ecossistema.
– Joga dejetos como baterias, plásticos, vidros, alumínio e outros, sejam na terra ou no mar.
– Quando arranca árvores e não planta outra no lugar;
– Usa agrotóxico; não cuida do lixo; deixa luz acesa; torneira mal fechada.
– Você ainda destrói o planeta quando tem pensamentos e atitudes maléficas, isto porque estamos todos interligados, então o que cada um pensa vai ressonar no Universo. O que está longe ou ao nosso redor, faz parte de nós.
Mas como tudo na vida tem dois lados, é hora de aprender a economizar a luz que nunca deveria ter sido desperdiçada; sem energia elétrica vamos atrair um elemento da natureza bastante transformador, chamado fogo, (com as velas, fogueiras, lareiras, candeeiros etc.) que estimula o romantismo – cria união, (quem nunca experimentou ficar conversando junto à fogueira ou lareira? Ou simplesmente ficar ali em silêncio, olhando o fogo?).
O fogo purifica o ambiente e a nós mesmos, ajudando a eliminar nossos sentimentos que julgamos negativos. Basta você sentar diante dele e visualizar que tudo que você não quer mais está sendo queimado, seja raiva, ressentimento ou alguma situação que você quer transformar, acredite e este poderoso elemento queimará tudo mesmo. Isto se chama visualização criativa e seus resultados já são comprovados pela ciência. Então, é possível criar um mundo melhor, basta você acreditar e atuar.
Também o fogo estimula o recolhimento, a meditação, a interiorização, trazendo de volta sua essência. Ele deixa você em contato com os questionamentos internos, ajudando a acender uma nova luz, a do coração.
Como é gostoso ficar no escuro, poder ver a lua, as estrelas e escutar os mistérios da noite…
Que vingança mais amorosa do Universo, nos deixar sem energia elétrica!
O apagão traz outros benefícios para a saúde do ser humano, porque quando utilizamos a luz artificial para estender o nosso dia até tarde da noite, enganamos nosso corpo para que viva em permanente claridade, assim afeta o bom funcionamento dos hormônios e neurotransmissores que determinam o apetite, a fertilidade, a saúde física e mental. Isto nos deixa cansados, doentes.
O sono é o maior defensor imunológico que já surgiu, não só nos defende contra outros organismos em nosso ambiente interno como também nos defende contra fome, através do sistema insulina-melatonina. A insulina só é produzida quando o corpo percebe açúcar ou estresse. É anunciado pelo cortisol, que fica elevado enquanto você se banha de luz. O ritmo circadiano, ou os ciclos de dia e noite, controlam a produção de insulina junto dos carboidratos para que você possa armazenar gorduras.
Quando não dormimos o suficiente em sincronia com a variação sazonal da exposição à luz, estamos alterando um equilíbrio da natureza que foi programado em nossa fisiologia e isso pode provocarr doenças cardíacas (destruindo o revestimento do coração e o colesterol em excesso pode obstruir o fluxo sanguíneo), diabetes, envelhecimento precoce, câncer, obesidade, depressão, alteração no apetite (porque a privação do sono vai provocar ingestão excessiva de carboidrato – açúcar – além de estimular o fumo e o álcool) e na fertilidade, afetando a saúde mental e física. Dormir e comer controlam o envelhecimento e outras doenças mais sérias.
Trabalhar até tarde, com luzes bem claras após escurecer, assistir ao Jô ou conferir os e-mails tarde da noite, mesmo que seja por meia hora, tudo isso fica registrado em seus controles ambientais internos. Isto é, seu cérebro o forçará a buscar energia para armazenar, através da ingestão de açúcar (carboidrato) que é o único caminho para a liberação da insulina e tem a função de armazenar o excesso de carboidratos, gorduras e colesterol para as reservas. A ingestão de carboidratos (açúcar) acaba numa produção maior de colesterol porque os carboidratos baixam a temperatura de congelamento da membrana celular.
Não só perdemos noite quando ficamos acordados, mas também quando dormimos com barulhos, luzes, ar condicionado, com os timers digitais que piscam o tempo todo, luzes da rua, televisão ligada etc.
Estamos morrendo por uma boa noite de sono!
Só recentemente a ciência e a medicina começaram a reconhecer uma condição chamada hiperinsulinemia crônica, isto é, insulina elevada crônica, produzida no próprio organismo. Isso só pode ocorrer quando a pessoa consome carboidratos de forma crônica, o que nunca seria possível na natureza. Veja as árvores e plantas, elas dão frutos apenas em uma estação e floresce na outra.
Os altos níveis de insulina criam no cérebro o mesmo estado criado pelo álcool. Os alcoólatras dormem depois de um pileque não apenas porque o álcool em si tem um efeito sedante, mas também porque a enorme carga de carboidratos da uva, dos grãos, da batata, do cactus ou, no caso do rum, da cana-de-açúcar contida na bebida literalmente o faz adormecer. O pico de insulina depois de um pileque transforma a serotonina do cérebro em melatonina, e isto quer dizer luzes apagadas. Em nossa cultura, ingerimos tantos carboidratos num único dia quanto um bêbado durante um porre. Para os dois a recuperação natural é DORMIR.
A energia solar é a catalisadora de todo tipo de vida. A quantidade de luz que age sobre você, informa os controles do seu sistema sobre a rotação e a órbita do planeta em que vivemos.
Todas as coisas grandes ou pequenas possuem sensores internos do sol, que medem o tempo com relógios moleculares presentes em todas as células que por sua vez trocam entre si enormes tesouros de genes reguladores que entram e saem. A luz seja ela uma partícula ou uma onda, sempre provoca reações bioquímicas. A esfera inteira esquenta e esfria, várias vezes todos os dias. As plantas crescem, os animais as comem e devoram uns aos outros. Nós morremos e viramos fertilizantes. As plantas crescem e começa tudo de novo. Toda esta química selvagem está acontecendo numa terra que gira, roda e oscila – e que toca como um sino (é o que se ouviria se pudesse escutar a canção do cosmo, do espaço sideral). O sol metaboliza e inspira. A terra se ergue e suspira – e nós e os vermes tornamos tudo que existe fértil de novo. Existe um flluxo circulante de energia em constante agitação, movido pela luz. Cada parte de nós lê as mudanças na intensidade e no espectro da luz. Quando você coloca as costas das suas mãos na janela, as células chamadas criptocromos, que estão em sua corrente sanguínea, captam o espectro azul da luz através de sua pele. Esses criptocromos carregam então um pedaço do céu por toda parte, dentro de você. A energia da luz e os carboidratos (açúcar) que você come mantém até a bactéria simbiótica que vive nas profundezas de seu ser crescendo. E, como recompensa por ser um bom hospedeiro, elas o mantém crescendo também.
É essa comunicação cósmica que diz quando dormir, quando e o que comer. Nós e todos os outros organismos evoluímos com o giro do planeta, dentro e fora da luz solar. O relógio cósmico está embutido na fisiologia de cada ser vivo. A intensidade da luz do dia controla a floração, o crescimento e o estado de dormência nas plantas e nos animais. A evolução dos organismos e de seu ambiente é tão intimamente ligada que ambos formam um único processo individual. Plantas, pessoas, animais, rochas e céu, tudo é uma coisa só, um organismo físico gigante que depende tanto de energia solar como do alívio do sol.
Com a luz elétrica, a melatonina não consegue suprimir os hormônios sexuais (isto provocou a super população), é o excesso deste hormônio que vai provocar o câncer e a prolactina vai suprir a leptina que estimula a ingestão dos carboidratos.
A melatonina e a prolactina são substâncias muito importantes porque são potentes antioxidantes, governam o sistema imunológico e o sistema de metabolização de energia em relação aos ciclos de luz e escuridão. São fundamentais na conexão: mente, corpo e planeta.
Uma das funções da melatonina é que ela amplia o efeito supressor do apetite da leptina, para que você continue com sono, em vez de perambular a noite toda com fome. É um mecanismo circular de resposta: a melatonina melhora o efeito da leptina e a leptina mantém seu cérebro no estado de “alimentado” e assim você continua a dormir e produz mais melatonina. Então menos sono à noite (menos melatonina e menos leptina) faz com que você coma mais, dia e noite. Só o sono que você perde durante a noite já é suficiente para aumentar seu apetite por açúcar (carboidratos) e fazer você engordar, aumentando a insulina (a produção é proporcional às gramas de peso corpóreo). Você também vai reter gordura, aumentar o colesterol. Com o excesso de carboidratos todos os dias, você começa a reter água, que vão gerar mudanças na absorção de sal e de glicose em seu intestino e vai provocar outras doenças. Ainda vai aumentar a pressão arterial (o cortisol fica elevado com as luzes acesas e ele ajuda a controlar a pressão pelo sistema nervoso simpático), sobrecarregar os rins, aumentar a serotonina e você vai ficar depressivo ou ter doenças mentais mais graves. A esquizofrenia é uma quantidade excessiva e fora do controle de dopamina no cérebro.
A exposição a longo prazo aos campos eletromagnéticos tem relação com o aumento de mortes por doenças cardiovasculares, assim como tumores cerebrais e leucemias em trabalhadores das indústrias de aparelhos elétricos. Então, por favor, não durma perto de aquário, celular piscando, muito menos com televisão ligada. Além disso, as luzes que piscam nos videogames, na televisão e em seu computador viciam só por causa da liberação de dopamina que provocam. As luzes que piscam podem ter o mesmo potencial viciante que a bebida, o jogo ou as drogas. Estas luzes pulsantes da tela da TV depois que escurece, destrói a produção de melatonina a longo prazo, porque frita sua glândula pineal.
Enquanto as luzes estão acesas e podemos ver, a dopamina fica alta, e a gente continua a aprender e se lembrar das coisas. É por causa deste mecanismo que a luz é tão sedutora, que é tão difícil apagá-la e ir para a cama.
Tudo isso ainda vai gerar problemas cardíacos porque a função renal controla a pressão sanguínea através dos hormônios angiotestina I e II que atuam junto ao seu coração para determinar o fluxo de cálcio e íons, ou seja, a força com que seu coração realiza o bombeamento. As alterações do cálcio que determinam esta força estão em ação para proteger seu cérebro contra a falta de oxigênio, pois derramam cálcio para prevenir a hipoxia, ou falta de oxigênio.
O sono normaliza os níveis de serotinina porque a melatonina produzida durante o sono só pode ser fabricado com uso da serotonina disponível. É por isso que as pessoas deprimidas tendem a se automedicar, ou dormindo o tempo todo ou não dormindo de uma vez. Ambas as opções funcionam exatamente como os antidepressivos. Ficar sem dormir por 24 horas provoca a elevação da serotonina a níveis de exaustão antidepressivos, porque ela nunca se transforma em melatonina. Quando ela sobe muito, a sobrecarga faz com que os receptores vão lá embaixo, é exatamente como se a serotonina estivesse baixa, ou igual a tomar um antidepressivo.
A prolactina é o hormônio da sobrevivência, além de produzir o leite materno, ela controla nosso apetite.
A pesquisa NIH concluiu que 6 horas de produção de prolactina no escuro é o mínimo necessário para manter uma função imunológica, mas antes desta produção é necessário 3 horas e meia de produção de melatonina antes de aparecer algumas prolactinas.
A insulina e prolactina equilibram a química cerebral que governa a serotonina e a dopamina no cérebro, para controlar nosso comportamento e estado de espírito. Serotonina e dopamina controlam o comportamento em relação à comida e ao sexo.
A melatonina e a prolactina são fabricados no escuro e quanto mais escuro melhor. Luz acesa significa menos melatonina e menos prolactina, porém, mais estrogênio, testosterona, cortisol e mais insulina. A melatonina e a prolactina ainda fabricam leucócitos, células T e células NK.
Maior produção de melatonina elevam a produção de macrófagos e linfócitos dos leucócito.
Mas outros hormônios também serão afetados. Há cerca de 10 hormônios diferentes e outros tantos neurotransmissores no cérebro, que começam a não funcionar direito quando não dormimos o suficiente. São estes controles biológicos fundamentais que estão em perigo.
O maior problema com as noites curtas além dos distúrbios alimentares é que a insulina vai continuar alta durante o período escuro, quando deveria estar estável, e o cortisol cai tão tarde que não consegue se normalizar até de manhã. Isto é uma reversão do ritmo hormonal normal. Você deveria acordar com fome, com baixa insulina e o cortisol subindo. Em vez disso, seu cortisol está baixo e a insulina ainda está elevada.
A reversão que você cria, ao ficar acordado até tarde – o que faz o nível de insulina e de cortisol permanecerem alto à noite, quando deveria estar baixo, prossegue durante as horas do dia. O primeiro sintoma de transbordamento de melatonina é precisar de despertador para acordar, porque você fica muito sonolento, embora a luz da manhã devesse suprimir a melatonina. E sem uma elevação do cortisol você não tem dopamina e aí não dá para administrar o estresse durante o dia confundindo a percepção do tempo. Sem o cortisol, para ampliar os efeitos da dopamina, o dia parece passar depressa demais.
Com um nível anormalmente alto de prolactina pela manhã, e sem dopamina, você fica meio abobado, com memória fraca e pouca capacidade de planejar. A mesma cena se repete à tarde: a prolactina suprime anormalmente a leptina de novo, portanto, por volta de 3 da tarde, você tem compulsão por carboidratos – e fica impaciente e mais abobado ainda.
O Dr. Thomas Wehr em estudos realizados no Instituto Nacional de Saúde comprovou que as pessoas observadas, que dormiam ao escurecer e acordavam ao clarear o dia ficaram mais felizes, mais cheias de energia e mais acordadas durante o dia seguinte.
Quando você está cansado, na verdade está passando por uma séria briga metabólica entre você e as bactérias que controlam seu sistema imunológico e reprodutivo.
Mas o Dr.Thomas Wehr, quando interrogado se a população deveria saber da gravidade do que é não apagar a luz e ficar sem dormir, disse que deveria informar, mas que nada iria mudar porque ninguém vai apagar as luzes, afinal a luz é sedutora, quanto mais tempo ficarmos acordados, mais aprendemos. É por isso que os americanos são os melhores e os mais brilhantes – também os mais doentes do mundo.
Dicas:
– Faça um esforço para dormir 9 horas e meia por dia, acordando sempre o mais próximo possível do raiar do sol. Estabelecendo os mesmos horários para dormir e acordar.
– Mantenha as luzes da casa numa intensidade baixa após o escurecer.
– Procure dormir em total escuridão porque todas as células da pele lêem a luz até sua glândula pineal e qualquer parte de seu corpo registrará a menor fresta de luz em seu quarto.
– Cubra com fita adesiva qualquer coisa acesa, digital ou que pisque.
– Preste atenção à natureza, pare de brincar com Deus, durma e fique no escuro, pois assim você pode se curar.
Esta pesquisa veio de mais de mil fontes científicas principalmente a feita pelo National Institutes of Health (NIH) nos Estados Unidos, por T.S. Wiley e Bent Formby, eles são pesquisadores e trabalharam juntos no Sansum Medical Research Institute em Santa Bárbara, na Califórnia, onde a insulina foi sintetizada pela primeira vez, em 1920.
T.S.Wiley é antropóloga e teórica médica, com passagem pelo jornalismo investigativo. Trabalha atualmente com pesquisa médica, principalmente endocrinologia e biologia evolutiva.
Bent Formby tem doutorado em bioquímica, biofísica e biologia molecular. A pesquisa de ambos foi apresentada em conferências médicas internacionais e também em revistas científicas.

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Suzete é Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais. Autora do livro: Cuide de Seus Olhos

Contato: suzete@saudeintegral.com

Sites: www.saudeintegral.com, www.iridologiasp.com.br e www.metodobates.com.br