REMÉDIOS FALSOS

remediosRemédios falsos, esta foi a chamada de capa da revista Isto É.

Sério? Sim, muito sério, porque além da irresponsabilidade de determinados laboratórios que colocam produtos no mercado sem serem devidamente experimentados, existem remédios condenados e vendidos por interesses diversos, principalmente econômicos.

Os brasileiros não têm discernimento para questionar a qualidade dos remédios. Os médicos conscientes ficam de mãos atadas, porque dependem de órgãos superiores aos quais são vinculados, e nada dizem sob pena de perder sua licença.

Vivemos em um país onde a quantidade de farmácias é excessivamente maior que as lojas de frutas e verduras, quando deveria ser o contrário, pois são estes os remédios que não trazem efeitos colaterais nocivos para o corpo. Em geral, você toma um remédio que vai enfraquecendo outros órgãos, quando não os lesa, provocando outros sintomas. Como esses sintomas não são imediatos, poucas pessoas os associam aos remédios.

Infelizmente a saúde virou um comércio; poucos têm consciência e responsabilidade como profissionais. As próprias faculdades de medicina nem sempre se preocupam em dar uma boa formação, fabricando médicos despreparados que vão receber orientação dos vendedores de remédios. Claro que nisto existem exceções, cada vez mais difíceis de se encontrar. Os médicos conscientes devem estar sofrendo pela falta de postura profissional dos seus colegas.

Ler e entender sobre saúde é obrigação do cidadão, comportamento cada vez mais comum em países desenvolvidos, para que as pessoas possam ser participativas numa consulta e não serem chamadas de pacientes, quando apenas obedecem sem nenhuma possibilidade de argumento.

O brasileiro precisa se conscientizar de sua própria responsabilidade com a saúde, podendo começar participando de sua própria consulta com seu médico, pois ele pode, sim, se adaptar.

Há clientes que adoram remédios e, quanto mais lhes é receitado, mais acredita no profissional. Já outras pessoas que acham melhor um chá, acupuntura ou a homeopatia e, se este médico não o satisfaz, pode procurar outro.

Hoje em dia, existem muitos terapeutas competentes e confiáveis. Mas claro que é necessário observar, pois alguns também fazem da profissão um comércio.

Muitas vezes o profissional prescreve 5 remédios, por exemplo. Vai ser obedecido. Não lhe passa pela cabeça que o profissional pode estar mal intencionado ou recebendo comissão de um determinado laboratório?

E como é possível aceitar ser atendido por um médico em 2 a 3 minutos?

Será que neste tempo é possível fazer uma avaliação correta de uma pessoa doente e frágil?

Será que os remédios não são, em sua maioria, “tapa-buracos” e provocadores de outros sintomas que não são percebidos nem observados, porque não danificam um outro órgão imediatamente?

É possível acreditar que uma empresa que se preocupa com a cura, como os laboratórios, façam ao mesmo tempo propaganda dos seus remédios?

As pessoas se automedicam, ainda que saibam que os remédios tenham efeitos colaterais. O laboratório que anuncia, declara no final da propaganda: “em caso de qualquer sintoma, seu médico deve ter consultado”, isto é obrigado por lei, mas o que deveria ser proibido é propaganda de remédios.

Tenho oportunidade de ver como as pessoas tomam remédios desnecessários e não posso ao menos dizer do perigo que correm, pois seria ilegal, ainda que se conclua através de pesquisas, que os hospitais e remédios matam mais que as guerras.

Se queres ter saúde, aprende a cuidar dela, comendo corretamente, adquirindo bons hábitos, entendendo como funcionam a cura e a doença.

Aprenda a questionar um tratamento, veja as diversas possibilidades, divida o poder do profissional com você, não lhe entregue todas as possibilidades.

Suzete é Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais. Autora do livro: Cuide de Seus Olhos

Contato: suzete@saudeintegral.com

Sites: www.saudeintegral.com, www.iridologiasp.com.br e www.metodobates.com.br